Matéria-prima

Utilizamos matérias-primas inovadoras e de baixo impacto ambiental, como couro de tilápia e pirarucu -  primando sempre por itens de produção brasileira e artesanal, as peles de peixe utilizadas na fabricação dos nossos calçados, bolsas e acessórios, são procedentes de cultivos credenciados e com certificação ambiental. Esta é uma atividade ecologicamente responsável, onde além de cultivar o peixe para alimentação humana, com o beneficiamento da pele evitamos o acúmulo de resíduos nos rios e aumentamos a renda das comunidades regionais. Com programas de manejo sustentáveis controlados pelo IBAMA. A Bléque esta sempre em busca de novas alternativas, cada vez mais sustentáveis, para agregar design e sustentabilidade. 

 

PIRARUCU

 

Descritivo do Material:

O couro do peixe Pirarucu – maior peixe da água doce do Brasil - tem uma resistência maior que a do couro bovino, embora seja mais fino e macio. Material versátil, é inodoro e resiste ao ataque de microrganismos, durando indefinidamente.

No ramo coureiro o material orgânico é designado "bio leather", couro orgânico, cromo "free" e linha branca.

Apresentadas em todas as cores, as mantas vêm nos tipos prensado/ chapado e arrepiado. Medem em média 1 m x 60 cm, e seu peso é variável de acordo com o produto final e acabamento utilizado.

Características Socioambientais:


Trata-se de um couro ecológico na medida em que utiliza tecnologias limpas, com controle de impacto ambiental. Ao contrário dos processos convencionais de produção, este couro é curtido por meio da utilização de taninos vegetais e sintéticos assim como de outros produtos substitutivos dos tóxicos sais de cromo.

O Pirarucu é um peixe destinado basicamente à alimentação, tendo como subproduto a comercialização de suas vísceras para a produção de ração. Sua pele costuma ser descartada como lixo. Portanto, seu aproveitamento combate o desperdício e a geração de resíduos. A captura do Pirarucu se faz de forma consciente e não predatória, com respeito às leis ambientais e aos períodos de reprodução de espécie.

O comércio do couro de Pirarucu contribui para a formação de associações de pequenas colônias de pescadores, estimulando a geração de empregos e de renda uma vez que a incorporação do couro como um produto adicional permite um aumento em 30% dos rendimentos obtidos por estes pequenos produtores. 

 História: 

Na Amazônia, ao longo de mais de 10 anos de trabalho duro com nossos parceiros e institutos de preservação ambiental, como o Instituto Mamirauá, conseguimos reverter a pesca predatória de pirarucu e transformar uma espécie ameaçada de extinção em um peixe com uma população livre e selvagem e com reprodução garantida.

No passado, esse peixe era coletado apenas para alimentação e sua pele se tornava um lixo ecológico que era descartado, causando poluição ambiental.

 

Atualmente, após 10 anos de um trabalho reconhecido internacionalmente, o Pirarucu é pescado seguindo as mais rigorosas práticas de padrões de pesca sustentáveis ​​exigidas pelo IBAMA e órgãos internacionais como a CITES.

Cada pele é selada com um número, garantindo que todos os peixes estejam em conformidade com o tamanho, peso e quantidade liberados para a colheita naquele ano.

Esse trabalho garantiu um aumento de mais de 425% em 10 anos de disponibilidade de peixes na Amazônia e ajuda a combater o desmatamento por mineração ilegal nesta região através do trabalho conjunto de todas as comunidades.

Pirarucu é vida, é preservação ambiental, é desmatamento zero.

Continuamos trabalhando duro para manter nossa Amazônia um tesouro de toda a humanidade.

O processo: 


Os resíduos orgânicos são 100% utilizados como materiais de compostagem e a água tem seu pH corrigido e usado como irrigação em fazendas de reflorestamento.


Pirarucu é vida, é preservação ambiental, é desmatamento zero.

Continuamos trabalhando duro para manter nossa Amazônia um tesouro de toda a humanidade.

 

O processo: 

 

Os resíduos orgânicos são 100% utilizados como materiais de compostagem e a água tem seu pH corrigido e usado como irrigação em fazendas de reflorestamento.

SALMÃO


Do nosso mesmo fornecedor das peles de Pirarucu, o Salmão é também um subproduto da indústria alimentícia, considerado resíduo ambiental.

 

As peles são importadas de fazendas chilenas e seu tingimento livre de metais pesados. 

No ramo coureiro o material orgânico é designado "bio leather", couro orgânico, cromo "free" e linha branca.

 

Características Socioambientais:


Trata-se de um couro ecológico na medida em que utiliza tecnologias limpas, com controle de impacto ambiental. Ao contrário dos processos convencionais de produção, este couro é curtido por meio da utilização de taninos vegetais e sintéticos assim como de outros produtos substitutivos dos tóxicos sais de cromo.

 

 

 

TILÁPIA

 

Descritivo do Material:
O couro de tilápia, ao invés de ser descartado após a separação do filé do peixe para o consumo humano é aproveitado, oferecendo ao mercado da moda um material de excelente estética e qualidade: tem uma resistência maior que a do couro bovino, embora seja mais fino e macio. Material versátil, é inodoro e resiste ao ataque de microorganismos, durando indefinidamente.

No ramo coureiro o material orgânico é designado “bio leather”, couro orgânico, cromo “free” e linha branca.

O couro é apresentado em:
1. Mantas prensadas e normais de pele de peixe, disponíveis em todas as cores. As mantas medem em média 1 m x 60 cm, e seu peso é variável de acordo com o produto final e acabamento utilizado.

2. Peças prensadas ou arrepiadas de couro de peixe, preferencialmente apresentadas nas cores primárias. As peças vêm em tamanho pequeno (4 m x 14 cm), médio (5 m x 16 cm) e grande (6 m x 20 cm) e seu peso varia de acordo com o produto final e acabamento utilizado.

Características Socioambientais:

Trata-se de um couro ecológico na medida em que utiliza tecnologias limpas, isentas de produtos tóxicos. Ao contrário dos processos convencionais de produção, este couro é confeccionado sob controle de impacto ambiental, pois é curtido por meio da utilização de taninos vegetais e sintéticos que substituem aqueles poluidores como os sais de cromo.

A tilápia é um peixe destinado basicamente à alimentação, e tem como subproduto suas vísceras comercializadas para a produção de ração. Sua pele costuma ser descartada como lixo. Portanto, seu aproveitamento combate o desperdício e a geração de resíduos.

O comércio do couro de tilápia contribui para a formação de associações de pequenos produtores locais, estimulando a geração de empregos e de renda uma vez que a incorporação do couro como um produto adicional permite um aumento em 30% dos rendimentos obtidos por estes produtores.

A criação é feita em pequenos reservatórios, sem qualquer interferência na biodiversidade ou traços de pesca predatória. De modo contínuo são realizados projetos e ações de preservação da espécie. 

 

História


O local de onde vem nossa matéria-prima, no caso, a tilápia foi inaugurado em 1994. Tudo começou com a ideia de tentar reutilizar a pele após o processo de filetagem de peixes e começamos a entender mais sobre o processo.

Em 2005, ouvimos falar de uma associação de mulheres em Coxim, MS, que começava a trabalhar com curtimento 100% vegetal (somente taninos). Eles também ofereceram o curso. Uma viagem foi planejada e passamos uma semana em Coxim aprendendo uma técnica com essas mulheres. Quando voltamos, trabalhamos por aproximadamente dois anos testando e refinando o acabamento, para trabalharmos com o mercado da moda.

O processo de curtimento de couro é bastante artesanal e manual. As peles são mantidas em movimento em bengalas caseiras (construídas com barris reutilizados) por dois dias. Durante esse período, são tomadas etapas específicas para limpeza da pele, correção do pH, bronzeamento (folhas da pele e couro de viola), tingimento e hidratação. Eles são removidos desses tambores, espalhados em vários tipos de bambu e deixados para secar naturalmente.

O toque, é feito com corantes específicos de couro. O bronzeamento, uma etapa mais importante do processo, é feito apenas com taninos. Nem cromo nem alumínio são usados. A pele natural (cor 01) não recebe nenhum tipo de corante. Sua cor vem da cor dos taninos vegetais.

ABACAXI

 

O Piñatex é um tecido natural, não tecido, feito de fibra de folhas de abacaxi. É um material macio, versátil, leve e durável, tornando-o adequado para uso em aplicações de moda.

Piñatex é um produto vegan e aprovado pela PETA. Nenhum subproduto animal é usado em qualquer estágio da produção.

O substrato Piñatex é feito de fibras naturais e fibras de ácido polilático (PLA *), 100% biodegradáveis. As resinas que usamos atualmente para o revestimento são à base de petróleo e, como tal, não são biodegradáveis. Estamos entusiasmados por trabalhar em um revestimento de base biológica que levará a Piñatex à vanguarda da sustentabilidade.

* O PLA (ácido polilático) é um polímero termoplástico sintetizado a partir de uma fonte renovável.

História

Tudo começou quando a Dra. Camen Hijosa resolveu fazer uma visita a uma indústria de couro nas Filipinas nos anos 90. Espantada com o impacto que o processo de fabricação do couro pode causar ao meio ambiente, percebeu que precisava fazer algo e encontrar alguma solução para reverter esse processo. Diante a esse cenário, a Dra. resolveu realizar uma pesquisa em busca de alternativas mais sustentáveis para a produção de tecidos. Inspirada pela abundância de recursos naturais, tais como o uso da fibra de algumas plantas, Carmen resolveu criar seu próprio tecido "não tecido", com menor impacto ambiental possível, proporcionando um impacto social e econômico positivo, o Piñatex, é extraído diretamente da colheita do abacaxi.

O Piñatex é um dos raros materiais do design thinking que atinge todos os pontos da sustentabilidade de uma só vez. É um material que substitui o couro que tem um grande impacto ambiental, oferecendo uma ótima oportunidade para os agricultores.
BANANA

A ideia de trabalhar com a fibra de banana veio de um projeto rural de Santa Catarina, onde foi ensinado pelos índios e aprendido pelas comunidades dando um trabalho digno para aqueles que não tinham.

O processo do plantio começa com os bananicultores. Assim inicia o processo de extração dos caules. Um caule demora um dia para ser extraído. Onde se retira 5 tipos de fibra. A que usamos se chama renda a mesma precisa secar e ser esterilizada para não dar bolor e outros fungos. Depois disso a mesma é desfiada manualmente (fio a fio), para o tecelão trabalhar. O mesmo é colocado no tear (urdume).
SEDA

Aproveitando os casulos impróprios para a indústria e também reciclando os subprodutos dessa mesma matéria-prima, assim nasceu a seda sustentável.

Os fios de seda, são elaborados por processos naturais, com mínima intervenção de maquinário. A fiação é feita de forma a não haver praticamente nenhum resido dos fios e casulos ao final do processo. Os fios artesanais passaram a ser matéria-prima de produto de qualidade exuberante, resistência e beleza ímpar. Em seguida, os tingimentos, são feitos com técnicas naturais para aproveitar diversos pigmentos vegetais da biodiversidade brasileira, como casca de cebola, raiz de cúrcuma, folhas de manga, erva mate e sementes de urucum. Tudo na medida certa para garantir cor e luminosidade.

Os artesãos e colaboradores são moradores ou ex-moradores da cidade de Maringá do bairro Santa Felicidade. Que dentro da empresa viram a possibilidade de ascender socialmente e melhorar a sua qualidade de vida.

 

CURTIMENTO DE COURO “BIO”

Descritivo do Material:
O curtimento é a transformação da pele animal em couro. O couro, portanto, é a matéria orgânica tratada pelo processo de curtimento para que não entre em decomposição. No ramo coureiro, os couros naturalmente preparados são conhecidos como bio leather, couro orgânico, cromo free ou linha branca.

Os couros animais considerados “naturais”, sejam bovinos, caprinos, suínos ou “exóticos” (caso dos couros de peixe, rã ou avestruz), não são completamente livres de produtos químicos em sua transformação. Trata-se sim de um couro que sofreu curtimento “bio”, ou seja, que não usa metais pesados. Diferente do método tradicional, que na maior parte das vezes usa o cromo como metal.

Segundo especialistas, é impossível processar qualquer tipo de couro sem produtos químicos, isso porque sem estes recursos (naturais ou não) o couro não oferece resistência e qualidade para uso em escala. O ácido acético (composto do vinagre) ou o tanino vegetal são alguns químicos retirados da natureza e aceitos no processo de curtimento “limpo”.

Pode-se, então, definir um couro natural, ou ecológico, como aquele cujo curtimento é isento de aditivos poluentes ao meio ambiente e nocivos ao ser humano.

Etapas do curtimento
A 1a etapa do curtimento é a “ribeira”, ou a limpeza e seleção de peles.
A 2a etapa é o curtimento em si, onde a pele passa de 3 a 4 dias mergulhada em um banho de água, taninos vegetais e polímeros variados (conforme se queira um couro mais ou menos macio etc.).
A 3a etapa é a do acabamento / engraxe que determina sua característica mercadológica (se o couro será usado em roupas, acessórios, sapatos etc.), determinando, ainda, mais ou menos maciez, além de resistência e tipo de coloração.

Características Socioambientais
No ramo especializado do couro, as técnicas não tradicionais ainda são muito pouco difundidas, e a mudança bastante drástica para procedimentos ‘bio’ ainda assusta profissionais de uma atividade tradicional. O couro curtido ao cromo é mais resistente a temperaturas elevadas. E distribuidores temem que a falta de qualidade de um produto artesanal possa atrapalhar o mercado ainda novo.

Montadoras de automóveis internacionais já utilizam apenas o couro bio leather para o estofamento dos seus veículos. Esta é uma tendência para um mercado consumidor que descobre os artigos ecológicos que respeitam o meio ambiente, entre outros benefícios. 

Prós e contras do couro ecológico

- é ecologicamente correto
- a tecnologia brasileira é avançada
- oportunidades de abertura de uma nova indústria e de um novo mercado
- mercado consumidor cada vez mais propício a adquirir este tipo de material
- oportunidades de mercado para couros alternativos (peixe, rãs etc.)
- couros de peixe (pescada, dourado e tilápia) são muito resistentes por suas fibras serem naturalmente entrelaçadas
- o couro tradicional é (praticamente) uma commodity, e toda a cadeia produtiva, desde fornecedores de insumos e curtumes a confecções e indústrias calçadistas, está adaptada ao método
- a produção do couro “ecológico” é um pouco mais morosa por ser semi-artesanal
- o custo do couro “ecológico” ainda é maior
- a produção do couro “ecológico” requer maior acompanhamento pelo maior grau de dificuldade do processo

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